Muito se discute entre membros de diversas religiões e seitas se o formalismo religioso, isto é, a teologia sistemática com suas definições, teses e provas é um elemento de fat fundamental para o crescimento do Reino de Deus entre nós. Dou meu pitaco sobre o assunto: não acho importante mas sim fundamental! É preciso, antes de mais nada, saber no que se crê. Alguns, como um amigo meu espírita me disse certa vez que o importante é o amor... o importante é o amor... ele se referia ao amor antes da compreensão de questões fundamentais como de onde viemos, pra onde vamos, por que viemos e por quem vivemos. Naturalmente, em última instância, caímos de fato na importância do amor como princípio fundamental mas não é possível chegar a esta conclusão sem lançar a tese de que Deus é amor e prová-la. Ora, discutir a expressão Deus é amor foi tema de uma encíclica do Papa Bento XVI e o assunto é por deveras complexo e, por esta razão, leva à necessidade de outras definições profundas e fundamentais que são dadas pela teologia e por uma complexa estrutura filosófica. Quero dizer portanto que, mesmo para se descrever a fé em termos simples, deve-se ter um poderoso arcabouço por trás, o qual é responsável por dar sustentação a estas tais afirmativas "simples" (Deus é simples, coforme São Tomás de Aquino... vá ver o que isso significa na Suma Teológica. É algo bem complicado).
Creio que este movimento em busca da simplicidade (ou melhor, muito melhor, uma busca pela ridicularização do formalismo) se deva sobretudo ao forte processo de culto a ignorância pelo qual passamos de modo que, tudo aquilo que é complexo e que não pode ser compreendido por todos, deve ser substituído por algo objetivo sem a necessidade de garantir a consistência do que se diz (isso não seria importante). Além disso, é óbvio que este método é um prato cheio para as diversas seitas pois facilita sua penetração em meios numerosos e forma intelectualóides estúpidos capazes de propagar suas mentiras como se fossem verdades absolutas.