Bom, era de se esperar que o primeiro templo católico a ser lembrado fosse a Basílica de São Pedro.
Comecei, entretanto, pela Basílica de São João de Latrão pelos motivos que expliquei naquele post. Contudo, deve-se ressaltar que, em termos de fana, a Basílica de São Pedro deve ser o templo mais famoso do mundo. Em termos religiosos, a Basílica recebe as mais importantes celebrações litúrgicas da cidade de Roma presididas pelo Papa. Já há muito se tem na Igreja dedicada a São Pedro em Roma a sede do poder papal por ser este o sucessor de Pedro, o fundador da Igreja de Roma e que está sepultado sob a atual Basílica na colina do Vaticano. Portanto, este templo é a grande referência quando o assunto é papado. Além do túmulo de Pedro, lá estão os túmulos de diversos outros papas. Do ponto de vista artístico, a Basílica possui a maior cúpulq do mundo. Teve seu projeto inicial feito por Michelângelo mas este não chegou a contemplar a obra por ele idealizada pois morrera ainda muito distante do fim da construção. A obra tem várias esculturas fantásticas destacando-se a Pietá de Michelângelo, a imagem de São longuinho e o altar mor de Benine. Mais informações podem ser obtidas na Wikipedia:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Bas%C3%ADlica_de_São_Pedro
Vale a pena procurar informações sobre esta obra incrível. Na minha opinião é a construção mais bela do planeta.
Blog sobre assuntos de meu interesse: política, filosofia e teologia na visão Católica, física e eventualmente um pouco de cultura pop.
domingo, 27 de dezembro de 2009
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
Apaixonados por Jesus (ai ai)
Vejam só o que flagrei escrito num automóvel aqui em Vix.
A foto não está muito nítida mas trasncrevo o que estava no vidro do carro:
"Tu és
o Deus da minha salvação,
és o meu dono, minha paixão,
minha canção e o meu louvor
apaixonados por Jesus"
É mole? Apaixonados por Jesus! Impressionante como não se tem Jesus como se tem a um Rei, mas como a um amiguinho ou um artista famoso. Sabem o que acho que acontece com essas pessoas? Querendo conciliar uma vida convencional, com gostos convencionais, com preferências pessoais e na impossibilidade de demonstrar gosto pela arte, pela beleza do mundo ou qualquer outra coisa por ignorância ou coação do meio social em que vive, fazem com que Deus - o único assunto sobre o que escutam e se interessam em geral de forma superficial pois se assim não fosse não teriam um adesivo desses - desça ao seu nível e aí, antes de amá-lo e adorá-lo como nosso Senhor (isto é, aquele a quem devemos todas as obrigações, todo respeito, a vida) são apaixonadas por ele. Aff...
Tratemos Jesus como Ele deve ser tratado... como nosso Senhor e não como um popstar. Isso banaliza a fé e a nós cristãos.
A foto não está muito nítida mas trasncrevo o que estava no vidro do carro:
"Tu és
o Deus da minha salvação,
és o meu dono, minha paixão,
minha canção e o meu louvor
apaixonados por Jesus"
É mole? Apaixonados por Jesus! Impressionante como não se tem Jesus como se tem a um Rei, mas como a um amiguinho ou um artista famoso. Sabem o que acho que acontece com essas pessoas? Querendo conciliar uma vida convencional, com gostos convencionais, com preferências pessoais e na impossibilidade de demonstrar gosto pela arte, pela beleza do mundo ou qualquer outra coisa por ignorância ou coação do meio social em que vive, fazem com que Deus - o único assunto sobre o que escutam e se interessam em geral de forma superficial pois se assim não fosse não teriam um adesivo desses - desça ao seu nível e aí, antes de amá-lo e adorá-lo como nosso Senhor (isto é, aquele a quem devemos todas as obrigações, todo respeito, a vida) são apaixonadas por ele. Aff...
Tratemos Jesus como Ele deve ser tratado... como nosso Senhor e não como um popstar. Isso banaliza a fé e a nós cristãos.
Missa do Galo
Sei que esta talvez não seja a atitude mais correta, mas resolvi postar durante a Missa do Galo que está sendo transmitida aqui pela Rede Globo. Curioso como a fé é algo particular e se manifesta de formas tão diversas. Digo isso porque toda vez que acompanho esta Missa em específico, me sou tomado por uma profunda necessidade de reflexão e entrega a Deus. Nela, sinto a catolicidade da Igreja, com o Papa, os Cardeais, Bispos, Bispos e Padres das Igrejas Orientais... ali, vejo que somos um único e grande povo, a Cristandade, vivendo juntos em nossa diversidade de culturas. O latim não é a língua que nos afasta, mas que nos une pois é o idioma principal da Santa Missa. Mesmo não sendo letrados nesta língua sagrada (sim, sagrada!) entendemos a Missa toda e até mais que em língua local pois a Liturgia nos leva, em razão e coração, a uma comunhão profunda com os demais que contemplam aqueles mistérios lá celebrados. Naquele momento, não me sinto mais sozinho. Estamos comemorando o nascimento de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, juntos. Não é o espaço para disputas políticas ou divisões de opiniões. Temos a regra. Temos o Papa. Temos a direção. Temos, agora sim, a Igreja...
Pra mim, Raphael, a boa saúde da Igreja é algo fundamental para a minha fé. É algo totalmente pessoal. Estou tanto mais próximo de Deus quanto mais entendo a Igreja, a catolicidade, como um verdadeiro sacramento que nos reune, nos transforma num exército que luta juntos e sem disputas internas, contra o mal e buscando a vida eterna. Anunciando a salvação que vem de Nosso Senhor Jesus, única verdade que a todos une, segundo a homilia do Papa Bento neste Natal.
A fé de muitos é oscilante. Acho que isso é normal em todos os seres-humanos. Eu, sobretudo, sou assim. E minha fé se reaquece com aquilo do que participei hoje. Fica uma dica, busquem aquilo que é responsável por manter sua fé, por vos sustentar em todos os momentos. Não nos esqueçamos de Deus nunca. Nem nas dificuldades, nem nas alegrias, pois ele está presente em todos os momentos como nosso Pai. Estar do lado dele é nossa meta. A verdadeira grande meta! Todo o resto é ínfimo.
Que os absurdos litúrgicos dêem lugar às normas que nos levam cada vez mais pra junto de Deus. Comparem uma Missa celebrada com guitarras, baterias, vozes distorcidas com o que deveria ser seguido por todos e que pode ser conferido nas Missas solenes celebradas pelo Papa. Há muitos vídeos no youtube mas recomendo uma busca por Missa do Galo, em particular.
O sermão do papa nesta Missa em particular tratou, como é habitual em seu pontificado, dos males da individualidade, da busca por Deus por parte de todos, desde os sábios até os simples e humildes. Tratou naturalmente da distância cada vez maior entre o homem moderno e o menino que foi colocado na manjedoura. Fica a mensagem mais profunda: vejamos os sinais que o Senhor adequa a cada um para que possamos ir até Belém e ficar ao lado daquele Deus que veio ao nosso encontro. Sozinhos não podemos chegar até Ele, mas Deus nos chama: "Vinde e vede. eu estou aqui". Rumemos a Deus, seja pela Liturgia da Igreja, que me aquece a fé, pelo ensino, pelo estudo da teologia, pela pobreza, pela ajuda ao próximo, pela penitência, pelo desapego ao mundo. Sejamos cristãos antes de tudo! Jesus Cristo é o Senhor!
Feliz natal a todos!
Pra mim, Raphael, a boa saúde da Igreja é algo fundamental para a minha fé. É algo totalmente pessoal. Estou tanto mais próximo de Deus quanto mais entendo a Igreja, a catolicidade, como um verdadeiro sacramento que nos reune, nos transforma num exército que luta juntos e sem disputas internas, contra o mal e buscando a vida eterna. Anunciando a salvação que vem de Nosso Senhor Jesus, única verdade que a todos une, segundo a homilia do Papa Bento neste Natal.
A fé de muitos é oscilante. Acho que isso é normal em todos os seres-humanos. Eu, sobretudo, sou assim. E minha fé se reaquece com aquilo do que participei hoje. Fica uma dica, busquem aquilo que é responsável por manter sua fé, por vos sustentar em todos os momentos. Não nos esqueçamos de Deus nunca. Nem nas dificuldades, nem nas alegrias, pois ele está presente em todos os momentos como nosso Pai. Estar do lado dele é nossa meta. A verdadeira grande meta! Todo o resto é ínfimo.
Que os absurdos litúrgicos dêem lugar às normas que nos levam cada vez mais pra junto de Deus. Comparem uma Missa celebrada com guitarras, baterias, vozes distorcidas com o que deveria ser seguido por todos e que pode ser conferido nas Missas solenes celebradas pelo Papa. Há muitos vídeos no youtube mas recomendo uma busca por Missa do Galo, em particular.
O sermão do papa nesta Missa em particular tratou, como é habitual em seu pontificado, dos males da individualidade, da busca por Deus por parte de todos, desde os sábios até os simples e humildes. Tratou naturalmente da distância cada vez maior entre o homem moderno e o menino que foi colocado na manjedoura. Fica a mensagem mais profunda: vejamos os sinais que o Senhor adequa a cada um para que possamos ir até Belém e ficar ao lado daquele Deus que veio ao nosso encontro. Sozinhos não podemos chegar até Ele, mas Deus nos chama: "Vinde e vede. eu estou aqui". Rumemos a Deus, seja pela Liturgia da Igreja, que me aquece a fé, pelo ensino, pelo estudo da teologia, pela pobreza, pela ajuda ao próximo, pela penitência, pelo desapego ao mundo. Sejamos cristãos antes de tudo! Jesus Cristo é o Senhor!
Feliz natal a todos!
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Templos - Basílica de São João de Latrão
Inicio mais uma seção no blog: Templos. Aqui, trarei alguns dos mais importantes e belos templos católicos com um pouco de sua história ou características. Como primeiro, decidi pela Basílica de São João de Latrão.
Esta igreja é talvez a mãe de todos os templos católicos pois, apesar de não ser o mais antigo, foi fundada pelo primeiro imperador romano cristão, Constantino. O Papa Silvestre I presidiu em 324 a dedicação da Basílica e a chamou Archibasilica Sanctissimi Salvatoris (Arquibasílica do Santíssimo Salvador), ou seja, apenas anos mais tarde é que o templo passou a ser dedicado também ao apóstulo São João Evangelista. Já no século 4, o Papa Silvestre I instalou ali a sua Cátedra. Esta igreja é, portanto, a sede da Arquidiocese de Roma e por consequência, a igreja presidida pelo Papa, posição em geral atribuída à Basílica de São Pedro. Na verdade, o Papa possui sua cátedra nestas duas e em mais duas igrejas romanas, uma dedicada a São Paulo e outra a Maria Santíssima. Por ser construída tendo por base o palácio dos Lateranos de muitos anos atrás, a igreja possui arquitetura clássica ao estilo romano.
Muitas informações a respeito da Basílica podem ser encontradas, como de costume, na Wikipedia neste link:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Bas%C3%ADlica_de_São_João_de_Latrão
Pra terminar, lembro que a Consagração da Basílica de São João do Latrão é uma data que consta no calendário litúrgico (XXXII domingo do tempo comum), o que expressa a importância deste templo.
Esta igreja é talvez a mãe de todos os templos católicos pois, apesar de não ser o mais antigo, foi fundada pelo primeiro imperador romano cristão, Constantino. O Papa Silvestre I presidiu em 324 a dedicação da Basílica e a chamou Archibasilica Sanctissimi Salvatoris (Arquibasílica do Santíssimo Salvador), ou seja, apenas anos mais tarde é que o templo passou a ser dedicado também ao apóstulo São João Evangelista. Já no século 4, o Papa Silvestre I instalou ali a sua Cátedra. Esta igreja é, portanto, a sede da Arquidiocese de Roma e por consequência, a igreja presidida pelo Papa, posição em geral atribuída à Basílica de São Pedro. Na verdade, o Papa possui sua cátedra nestas duas e em mais duas igrejas romanas, uma dedicada a São Paulo e outra a Maria Santíssima. Por ser construída tendo por base o palácio dos Lateranos de muitos anos atrás, a igreja possui arquitetura clássica ao estilo romano.Muitas informações a respeito da Basílica podem ser encontradas, como de costume, na Wikipedia neste link:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Bas%C3%ADlica_de_São_João_de_Latrão
Pra terminar, lembro que a Consagração da Basílica de São João do Latrão é uma data que consta no calendário litúrgico (XXXII domingo do tempo comum), o que expressa a importância deste templo.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Doutores da Igreja - Santo Ambrósio
Já discutimos a existência do título Doutor da Igreja. Dentre os detentores deste título, existem alguns, mais antigos, que são de tamanha grandeza e importância para o cristianismo em seus séculos iniciais que são tidos como os "Doutores Máximos da Igreja". São oito, quatro no oriente (São Basílio, São Gregório Nazianzeno, São João Crisóstomo e Santo Atanásio) e quatro no ocidente (São Jerônimo, Santo Agostinho, São Gregório Magno e Santo Ambrósio). É o dia deste último que se comemora hoje.
7 de Dezembro
Santo Ambrósio,
Bispo, Confessor e Doutor da Igreja
(+ Milão, 397)
Era funcionário do Império e governava o norte da Itália quando os fiéis da diocese de Milão, inspirados por Deus, o aclamaram seu bispo. Àquela altura, Ambrósio era apenas catecúmeno e ainda não havia recebido o batismo. Mas foram tão claros os sinais de que era a voz de Deus que naquele momento falava pela boca dos populares que, depois de alguma hesitação, Ambrósio aceitou. Foi batizado, ordenado sacerdote e sagrado bispo. Tomando inteiramente a sério as novas responsabilidades, colocou sua imensa cultura e sua invulgar capacidade administrativa ao inteiro serviço da Igreja. Combateu heresias, favoreceu e defendeu a virgindade consagrada a Deus, empenhou-se tenazmente para extirpar os restos de paganismo do Império. Não hesitou em enfrentar o imperador Teodósio, impondo a ele uma penitência pública porque se portara mal. Deixou numerosos escritos de alto valor intelectual, e teve papel eminente na conversão de Santo Agostinho.
Só pelo fato de ter sido uma das figuras mais importantes na conversão e formação cristã de Santo Agostinho, Ambrósio já teria grandes motivos para ocupar altas posições nos altares. Mas este foi apenas um de seus grandes feitos que incluem escritos de tão grande valor teológico e atualidade que foram usados por diversas vezes pelos Papas do século XX, como Pio XII e Paulo VI. Foi muito citado também no texto do Concílio Vaticano II. Seus escritos sobre virgindade, caridade, ministério dentro da Igreja e, sobretudo, acerca das Sagradas Escrituras são referências inigualadas mesmo depois de mais de 1500 anos.
Santo Ambrósio foi aclamado Bispo pelos fiés de Milão na ocasião em que foi se certificar como se daria a sucessão do Bispo daquela diocese que acabara de morrer, Bispo este que era defensor da heresia ariana. Isso levou Ambrósio a reformar administrativamente a Igreja de Milão e reavivou o cristianismo verdadeiro em sua igreja. É considerado o introdutor da hinologia na Igreja ocidental. Ainda, mesmo não sendo teólogo contribuiu decisivamente nos dogmas finais ligados à Trindade no que diz respeito à relação do Espírito Santo com o Pai e o Filho e das duas naturezas perfeitas de Jesus.
Enfim, muito poderia ser dito sobre Ambrósio e sua contribuição para o cristianismo e a filosofia. Deixo um link com uma pequena mas boa introdução sobre ele que encontrei na Wikipedia:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ambrósio_de_Milão
Viva a todos os Santos!
7 de Dezembro
Santo Ambrósio,
Bispo, Confessor e Doutor da Igreja
(+ Milão, 397)
Era funcionário do Império e governava o norte da Itália quando os fiéis da diocese de Milão, inspirados por Deus, o aclamaram seu bispo. Àquela altura, Ambrósio era apenas catecúmeno e ainda não havia recebido o batismo. Mas foram tão claros os sinais de que era a voz de Deus que naquele momento falava pela boca dos populares que, depois de alguma hesitação, Ambrósio aceitou. Foi batizado, ordenado sacerdote e sagrado bispo. Tomando inteiramente a sério as novas responsabilidades, colocou sua imensa cultura e sua invulgar capacidade administrativa ao inteiro serviço da Igreja. Combateu heresias, favoreceu e defendeu a virgindade consagrada a Deus, empenhou-se tenazmente para extirpar os restos de paganismo do Império. Não hesitou em enfrentar o imperador Teodósio, impondo a ele uma penitência pública porque se portara mal. Deixou numerosos escritos de alto valor intelectual, e teve papel eminente na conversão de Santo Agostinho.
Só pelo fato de ter sido uma das figuras mais importantes na conversão e formação cristã de Santo Agostinho, Ambrósio já teria grandes motivos para ocupar altas posições nos altares. Mas este foi apenas um de seus grandes feitos que incluem escritos de tão grande valor teológico e atualidade que foram usados por diversas vezes pelos Papas do século XX, como Pio XII e Paulo VI. Foi muito citado também no texto do Concílio Vaticano II. Seus escritos sobre virgindade, caridade, ministério dentro da Igreja e, sobretudo, acerca das Sagradas Escrituras são referências inigualadas mesmo depois de mais de 1500 anos.Santo Ambrósio foi aclamado Bispo pelos fiés de Milão na ocasião em que foi se certificar como se daria a sucessão do Bispo daquela diocese que acabara de morrer, Bispo este que era defensor da heresia ariana. Isso levou Ambrósio a reformar administrativamente a Igreja de Milão e reavivou o cristianismo verdadeiro em sua igreja. É considerado o introdutor da hinologia na Igreja ocidental. Ainda, mesmo não sendo teólogo contribuiu decisivamente nos dogmas finais ligados à Trindade no que diz respeito à relação do Espírito Santo com o Pai e o Filho e das duas naturezas perfeitas de Jesus.
Enfim, muito poderia ser dito sobre Ambrósio e sua contribuição para o cristianismo e a filosofia. Deixo um link com uma pequena mas boa introdução sobre ele que encontrei na Wikipedia:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ambrósio_de_Milão
Viva a todos os Santos!
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Doutores da Igreja - São João Damasceno
Conforme tinha dito aqui no blog na semana retrasada, vou sempre postar a vida dos Santos que recebem o título de doutores da Igreja. Hoje, 4 de dezembro é dia de São João Damasceno:
4 de Dezembro
São João Damasceno,
Confessor e Doutor da Igreja (+ Síria, 749)
Nascido na Síria, gozava de uma situação estável e prestigiosa no mundo, pois era prefeito de Damasco e homem de confiança do califa. Por amor a Jesus Cristo renunciou a tudo, distribuiu aos pobres sua fortuna e ingressou no convento de São Sabas, perto de Jerusalém. Combateu a heresia iconoclasta, que pregava a destruição das imagens religiosas, escrevendo três livros para refutá-la. Escreveu também um tratado famoso, sobre a fé e a ortodoxia dos Padres gregos. Éconsiderado o último dos grandes Padres da Igreja do Oriente. Morreu quase centenário, depois de uma vida cheia de méritos e bons exemplos.
São João Damasceno foi o maior teólogo de seu século. Escreveu um dos primeiros livros de teologia sistemática (ou teologia dogmática) chamado Exposição da Fé Ortodoxa. Só pra pontuar, a teologia sistemática é a parte da teologia que se preocupa com a sistematização do cristianismo através de uma construção lógica definindo precisamente os pressupostos, os dogmas e a partir daí obtendo as conclusão acerca de questões fundamentais para a fé. É o método mais rigoroso para se construir e estudara doutrina e, por esta razão, é o mais complicado. Pra se ter uma idéia, lendo a Suma Teológica de São Tomás de Aquino se tem a sensação de que se está lendo um livro de análise matemática com suas definições, teoremas e provas. A Exposição da Fé Ortodoxa do São João Damasceno eu não conheço mas vou tentar achar por aí pra comentá-lo aqui.
As imagens aqui são exemplos de sua iconografia que raramente o representa através de imagens esculpidas, conforme ocorre na Ortodoxia oriental.
Viva a todos os Santos!
4 de DezembroSão João Damasceno,
Confessor e Doutor da Igreja (+ Síria, 749)
Nascido na Síria, gozava de uma situação estável e prestigiosa no mundo, pois era prefeito de Damasco e homem de confiança do califa. Por amor a Jesus Cristo renunciou a tudo, distribuiu aos pobres sua fortuna e ingressou no convento de São Sabas, perto de Jerusalém. Combateu a heresia iconoclasta, que pregava a destruição das imagens religiosas, escrevendo três livros para refutá-la. Escreveu também um tratado famoso, sobre a fé e a ortodoxia dos Padres gregos. Éconsiderado o último dos grandes Padres da Igreja do Oriente. Morreu quase centenário, depois de uma vida cheia de méritos e bons exemplos.
São João Damasceno foi o maior teólogo de seu século. Escreveu um dos primeiros livros de teologia sistemática (ou teologia dogmática) chamado Exposição da Fé Ortodoxa. Só pra pontuar, a teologia sistemática é a parte da teologia que se preocupa com a sistematização do cristianismo através de uma construção lógica definindo precisamente os pressupostos, os dogmas e a partir daí obtendo as conclusão acerca de questões fundamentais para a fé. É o método mais rigoroso para se construir e estudara doutrina e, por esta razão, é o mais complicado. Pra se ter uma idéia, lendo a Suma Teológica de São Tomás de Aquino se tem a sensação de que se está lendo um livro de análise matemática com suas definições, teoremas e provas. A Exposição da Fé Ortodoxa do São João Damasceno eu não conheço mas vou tentar achar por aí pra comentá-lo aqui.As imagens aqui são exemplos de sua iconografia que raramente o representa através de imagens esculpidas, conforme ocorre na Ortodoxia oriental.
Viva a todos os Santos!
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Música Sacra e Liturgia
Olá. Estou de volta depois de um pequeno período afastado do blog por uma série de razões. Esta semana vou postar em número razoável, ao contrário da semana passada. Para começar, gostaria de escrever hoje um pouco de minhas impressões acerca da música sacra e, por conseqüência, da Liturgia nas Igrejas brasileiras.
Bom, quem me conhece sabe que tenho uma posição dita um pouco rígida a este respeito pois creio que se deva ter pela Liturgia um cuidado doutrinal dos maiores possíveis por parte de quem se envolve com ela. Dentro desta perspectiva, aceito certas manifestações locais desde que sem o exageiro característico de nossos dias. Em particular, me volto sobretudo para a música sacra. A Igreja ao longo de sua história tem se preocupado de maneira bastante particular com o tipo de música usada na celebração Litúrgica. Por esta razão, já Santo Agostinho nos primeiros séculos da cristandade escreveu mais de uma vez em seus muitos livros sobre a importância da música durante o Santo Sacrifício da Missa mencionando inclusive os efeitos que as canções possuíam sobre ele e de que forma eram capazes de elevar sua fé. Naturalmente, eu podia citar dezenas de santos e Papas que deste assunto trataram, mas deixo um link de dois documentos do Santo Padre Papa Pio XII (foto ao lado). Este Papa do século XX é um dos mais injustiçados da nossa história recente por ser frequentemente acusado de omisso com respeito à questão da perseguição sofrida pelos judeus na segunda grande guerra. Bom, não vou entrar no mérito da questão mas um dia trataremos disso conforme se deve (vale só dizer que o considero junto com João Paulo II o maior Papa do século XX e que estas acusações são injustas). Aí vão duas Encíclicas de Pio XII, a Mediator Dei e a Musicae sacrae disciplina (os links direcionam diretamente para a seção do site da Santa Sé que hospeda estes documentos):
http://www.vatican.va/holy_father/pius_xii/encyclicals/documents/hf_p-xii_enc_20111947_mediator-dei_po.html
http://www.vatican.va/holy_father/pius_xii/encyclicals/documents/hf_p-xii_enc_25121955_musicae-sacrae_po.html
Mas aí vão alguns pontos de vista - que muitos diriam pessoais mas que eu chamaria conformes às doutrinas da Igreja. Creio firmemente que a música sacra deva ser instrumento para louvar a Deus, elevar os espíritos dos fiés participantes ao Criador fazendo com que esta mesma música transmita ao menos de maneira ínfima mas correta as grandezas de Deus, e demarcar a sacralidade do lugar e do que é feito no altar. Vejam que, em nenhum momento se diz que a música é para proveito pessoal de modo a tornar o participante feliz ou emotivo. Isso é óbvio pois Deus não é paixão mas razão, amor. Deste modo, é de se esperar que pessoas chorando porque ouviram uma canção com letras ingênuas e ritmo descuidado, em geral, não têm seus espíritos elevados a Deus mas ao invés disso, são pessoas que permitem que a paixão sobrepuje a razão, o que é errado. Ainda, como as músicas devem exprimir a Deus, estas devem ter compasso adequado que mostrem a pequenez do homem e a grandeza da Trindade, que se adequem aos momentos de alegria e tristeza na celebração sempre mantendo o seu decoro. Portanto, instrumentos que soem distorcidos, como guitarras e baixos elétricos ou em alguns casos mesmo violões, instrumentos de percurssão (que tem na inconstância e na mutabilidade a sua marca registrada) não são instrumentos adequados quando usados como principais. Deste ponto de vista, creio que guitarras, baixo e bateria são abusos litúrgicos inqualificáveis numa Santa Missa. Podem ver! em geral quem participa da Liturgia tocando estes instrumentos recebe permissão para que ele (quem toca) se sinta importante e fazendo um bem enquanto se esquece que, naquele momento, é Deus quem deve estar sendo ao menos minimamente representado e sumamente louvado e adorado com o decoro e repeito devido a ele. Frases como "apaixonado por Jesus" e "Jesus é 10!" devem ser banidas das Missas. Acerca dos instrumentos adequados, conforme nos ensinam os Santos Padres devem figurar os órgãos e instrumentos de corda como violino, viola (a de concerto que parece um violino) dentre outros. Notem que outros instrumentos, mesmo os de percursão podem ser utilizados desde que como um acessório aos principais e unicamente para louvar a Deus e não para fazer com que um jovem rebelde não saia da Igreja (o que gera as malditas baterias nas Missas). Infelizmente movimentos como a Renovação Católica Carismática (RCC) não possuem a devida preocupação com estas questões e espalham um modismo de "católicos" apaixonados e pentencostalizados como, muitas vezes, nas piores seitas que povoam nosso país. Não vejo tanto problema em se expressarem da forma como o fazem mas nas Missas é sim inadequado.
Muito pode ser dito sobre a arte de maneita geral. Mesmo aquela que não exprime Deus de maneira objetiva pode fazê-lo de maneira subjetiva. As Ninféias de Monet, a Mona Lisa de Da Vinci, dentre várias outras obras são a expressão das capacidades do gênero humano na sua forma mais imponente, humanidade criada à imagem e semelhança de Deus, mas sobre isso falaremos num outro momento.
Ah, só pra completar, gosto de muitos tipos de música que utilizam bateria e guitarra. Só acho (tenho certeza) de que nas Missas devemos nos preocupar com o que é apropriado para louvar a Deus e não para nos satisfazermos pessoalmente. A Missa é nosso oferecimento para Deus e não para nós mesmos. Colhemos dela aquilo que Deus, agradado com nosso oferecimento, se digna a nos dar. Deus misericordioso que nos dá a vida, o perdão e a Salvação.
Bom, quem me conhece sabe que tenho uma posição dita um pouco rígida a este respeito pois creio que se deva ter pela Liturgia um cuidado doutrinal dos maiores possíveis por parte de quem se envolve com ela. Dentro desta perspectiva, aceito certas manifestações locais desde que sem o exageiro característico de nossos dias. Em particular, me volto sobretudo para a música sacra. A Igreja ao longo de sua história tem se preocupado de maneira bastante particular com o tipo de música usada na celebração Litúrgica. Por esta razão, já Santo Agostinho nos primeiros séculos da cristandade escreveu mais de uma vez em seus muitos livros sobre a importância da música durante o Santo Sacrifício da Missa mencionando inclusive os efeitos que as canções possuíam sobre ele e de que forma eram capazes de elevar sua fé. Naturalmente, eu podia citar dezenas de santos e Papas que deste assunto trataram, mas deixo um link de dois documentos do Santo Padre Papa Pio XII (foto ao lado). Este Papa do século XX é um dos mais injustiçados da nossa história recente por ser frequentemente acusado de omisso com respeito à questão da perseguição sofrida pelos judeus na segunda grande guerra. Bom, não vou entrar no mérito da questão mas um dia trataremos disso conforme se deve (vale só dizer que o considero junto com João Paulo II o maior Papa do século XX e que estas acusações são injustas). Aí vão duas Encíclicas de Pio XII, a Mediator Dei e a Musicae sacrae disciplina (os links direcionam diretamente para a seção do site da Santa Sé que hospeda estes documentos):http://www.vatican.va/holy_father/pius_xii/encyclicals/documents/hf_p-xii_enc_20111947_mediator-dei_po.html
http://www.vatican.va/holy_father/pius_xii/encyclicals/documents/hf_p-xii_enc_25121955_musicae-sacrae_po.html
Mas aí vão alguns pontos de vista - que muitos diriam pessoais mas que eu chamaria conformes às doutrinas da Igreja. Creio firmemente que a música sacra deva ser instrumento para louvar a Deus, elevar os espíritos dos fiés participantes ao Criador fazendo com que esta mesma música transmita ao menos de maneira ínfima mas correta as grandezas de Deus, e demarcar a sacralidade do lugar e do que é feito no altar. Vejam que, em nenhum momento se diz que a música é para proveito pessoal de modo a tornar o participante feliz ou emotivo. Isso é óbvio pois Deus não é paixão mas razão, amor. Deste modo, é de se esperar que pessoas chorando porque ouviram uma canção com letras ingênuas e ritmo descuidado, em geral, não têm seus espíritos elevados a Deus mas ao invés disso, são pessoas que permitem que a paixão sobrepuje a razão, o que é errado. Ainda, como as músicas devem exprimir a Deus, estas devem ter compasso adequado que mostrem a pequenez do homem e a grandeza da Trindade, que se adequem aos momentos de alegria e tristeza na celebração sempre mantendo o seu decoro. Portanto, instrumentos que soem distorcidos, como guitarras e baixos elétricos ou em alguns casos mesmo violões, instrumentos de percurssão (que tem na inconstância e na mutabilidade a sua marca registrada) não são instrumentos adequados quando usados como principais. Deste ponto de vista, creio que guitarras, baixo e bateria são abusos litúrgicos inqualificáveis numa Santa Missa. Podem ver! em geral quem participa da Liturgia tocando estes instrumentos recebe permissão para que ele (quem toca) se sinta importante e fazendo um bem enquanto se esquece que, naquele momento, é Deus quem deve estar sendo ao menos minimamente representado e sumamente louvado e adorado com o decoro e repeito devido a ele. Frases como "apaixonado por Jesus" e "Jesus é 10!" devem ser banidas das Missas. Acerca dos instrumentos adequados, conforme nos ensinam os Santos Padres devem figurar os órgãos e instrumentos de corda como violino, viola (a de concerto que parece um violino) dentre outros. Notem que outros instrumentos, mesmo os de percursão podem ser utilizados desde que como um acessório aos principais e unicamente para louvar a Deus e não para fazer com que um jovem rebelde não saia da Igreja (o que gera as malditas baterias nas Missas). Infelizmente movimentos como a Renovação Católica Carismática (RCC) não possuem a devida preocupação com estas questões e espalham um modismo de "católicos" apaixonados e pentencostalizados como, muitas vezes, nas piores seitas que povoam nosso país. Não vejo tanto problema em se expressarem da forma como o fazem mas nas Missas é sim inadequado.
Muito pode ser dito sobre a arte de maneita geral. Mesmo aquela que não exprime Deus de maneira objetiva pode fazê-lo de maneira subjetiva. As Ninféias de Monet, a Mona Lisa de Da Vinci, dentre várias outras obras são a expressão das capacidades do gênero humano na sua forma mais imponente, humanidade criada à imagem e semelhança de Deus, mas sobre isso falaremos num outro momento.
Ah, só pra completar, gosto de muitos tipos de música que utilizam bateria e guitarra. Só acho (tenho certeza) de que nas Missas devemos nos preocupar com o que é apropriado para louvar a Deus e não para nos satisfazermos pessoalmente. A Missa é nosso oferecimento para Deus e não para nós mesmos. Colhemos dela aquilo que Deus, agradado com nosso oferecimento, se digna a nos dar. Deus misericordioso que nos dá a vida, o perdão e a Salvação.
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