Impressionante como as pessoas ultimamente, por se afeiçoarem ao Papa, acabam entendendo que a Igreja está passando por grandes mudanças quando na verdade não está. Não vou comentar aqui ainda o resultado do Sínodo da Família, mas sim as declarações acerca das teorias do Big Bang e da Evolução e a respeito da interpretação do livro de Gênesis
Primeiro, a interpretação que a Igreja usa para o livro do Gênesis é a mesma desde o Sec. IV, dada pelos primeiros padres, sobretudo por Santo Agostinho.
Segundo: A teoria do Big Bang nunca foi contestada pela Igreja, tanto que o sujeito que mostra que o Universo está em expansão é um padre (Lemaître).
Terceiro: O único impedimento teológico encontrado pela Teoria da Evolução de Darwin é com respeito à evolução do ser-humano (imagem e semelhança de um Deus que não evolui por ser imutável). Fora isso, não é de maneira nenhuma uma conciliação impossível.
O grande problema no caso da Evolução foi a forma como a teoria foi explorada por pessoas intelectualmente desonestas no sentido de atribuir a ela uma prova de que a vida não depende de um Deus criador.
Portanto as declarações do Papa não representam nenhuma mudança de posição da Santa Igreja.
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