quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Ecumenismo (completamente informal!)

Por que tentamos tanto fazer valer nossas idéias? Não nos basta expressar-nos. Nos sentimos impelidos a demonstrar que aquilo que expressamos aponta na direção correta. Na verdade, sendo mais rigoroso, creio (esqueçam qualquer rigor filosófico agora. É filosofia do Fracalossi mesmo) que a expressão, oral digamos, está sempre ligada aos seguintes objetivos: saber o que o outro pensa, apreender alguma informação ou idéia que nos leve a uma direção, isto é, que mova nossos pensamentos ou então desejamos que o outro entenda o que pensamos para questionar e nos dar um esclarecimento, no caso daquele que fala sem estar plenamente certo. No caso de quem diz "com certeza", para construir uma imagem de prestígio a partir da transmissão de suas convicções a outrem. Eu diria que existe ainda, sobretudo entre os prosélitos, aqueles que anunciam suas idéias para que, sendo aceitas, sintam-se melhores consigo mesmos. Por isso, acho que o proselitismo é, na maioria das vezes, uma expressão da falta de fé, ou melhor, de falta de um fundamento para a fé. A transmissão da mensagem de Cristo não deve ser feita apenas para que nos sintamos melhor, mas sobretudo para mover o descrente para a direção da luz de Deus. Sinceramente, e aí deve ir meu primeiro depoimento pessoal neste blog, não tô nem aí pro caminho que as pessoas escolham desde que ele não me incomode. Os incrédulos que se acertem com Deus! Leciono na catequese porque minha fé em Jesus está firmada na Igreja forte e que seja sempre capaz de anunciar o Evangelho para o maior número de pessoas possível. Parece um paradoxo? Não. Quero dizer que dou catequese para cumprir meu dever cristão. De fato, me alegro em ver meus alunos interessados, questionadores e bem formados. Quero que um dia eles sejam capazes de me dar aulas! Mas quanto à conversões e ensinamentos pessoais, isto é, numa conversa informal, tô nem aí pras convicções do outro. Me basta que haja respeito. É mais ou menos por aí que passa minha noção de ecumenismo, agora falando sério :). Deve haver respeito pela crença das pessoas. Em particular, vivemos num país laico - preferia que ele fosse um país católico, mas enfim... - e a liberdade de culto é garantida. Não cabe atacar publicamente sem ser atacado. Mas... é preciso saber se respeitar de modo que, ao menor sinal de provocação saibamos nos defender e defender àquilo em que cremos, defender a fé Católica!, no meu caso. Pode criticar a filosofia (ou a falta dela) de instituições e, obrigatoriamente, com argumentos sólidos, sob o perigo de incorrermos em discriminação.

Ecumenismo é por aí. Saber comprrender o direito que o outro tem de crer naquilo que quiser, mas sem permitir que nos destruamos a nós mesmo, como fazem alguns estúpidos que acham que o deus do hinduísmo é o mesmo que o nosso. Ou mesmo outros que pensam que Deus está em tudo e não há privilégios entre povos em conhecê-Lo. A tudo isso dá-se o nome de relativismo. Uma maldição de doutrina modernista muito combatida pelo Papa Bento XVI e sobre a qual escreverei um post específico. Adoremos a Cristo! Defendamos a Igreja, mas respeitemos o direito que todos têm de fazer suas escolhas... e que estes não venham me demover daquilo que me é caro. Defender a própria crença não é ser hostil, mas sim sincero consigo mesmo.

Viva a Igreja! Viva a Cristo!

Um comentário:

  1. Creio que só o Cristianismo dá sentido ao mundo. Dito isto respeito a crença dos não-cristãos, mas com base nisto eu as excomungo. As cosmovisões não-cristãs são tolas porque são irracionais. Um modo racional de pensar e conhecer chega a conclusões válidas e necessariamente deduzidas a partir de premissas verdadeiras. Mas os não-cristãos não tem nenhuma forma de conhecer premissas verdadeiras, pois como diz São Paulo na carta aos Romanos eles "... mantêm a verdade prisioneira da injustiça." Ou seja, a humanidade caída busca impedir e obstruir a verdade (sua influência), o que leva necessariamente à nulidade racional e ao obscurecimento do coração. Visto desta forma os incrédulos (não-cristãos) não têm nenhuma forma de conhecer as premissas que realmente são verdadeiras (sentido metafísico), e nem eles raciocinam por deduções lógicas válidas (a partir do Logos Divino); antes, eles fazem a si mesmos o ponto de referência último do conhecimento, supondo falsamente, poderem descobrir a natureza da realidade por meio da intuição, sensação e indução. Os não-cristãos são insensatos, ou melhor estúpidos e ignorantes. Isto vale para todas as religiões não-cristãs, visto serem elas invenções incrédulas. Respeito suas convicções, mas não deixam de ser irracionais no melhor sentido da palavra e dito isto não gosto muito do que muitos chamam de ecumenismo.

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